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COMÉRCIO & INDUSTRIA - SEAT ARONA EM BETÃO FEITO POR ARTISTA PORTUGUES

Quinta, 13 Dezembro 2018 20:34 | Actualizado em Quinta, 23 Novembro 2023 08:07

15.000 Kg de betão transformam Arona em escultura

Obra do artista urbano Vhils.
O artista português Alexandre Farto criou uma peça única inspirando-se no design do SUV mais urbano da SEAT
- 15 toneladas de cimento, ferro, silicone e fibra de vidro utilizados nesta obra de arte
- A escultura, exposta no Museu de Arte Urbana e Contemporânea de Cascais pretende eternizar as linhas do automóvel

"Procurava uma forma de transformar o desenho de um automóvel em algo intemporal”, confessa Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils. O artista urbano português criou uma das suas obras, ‘Tangível’, uma escultura realizada com 15 toneladas de cimento que reinterpreta o design do SEAT Arona. Foi desta forma que se desenvolveu o processo de desenho e de produção desta peça única ao longo de um ano de trabalho:

- Três meses para desenhar o primeiro molde em 3D: tal como os designers de automóveis, este artista de renome internacional inicia os seus projetos com desenhos a lápis e papel, e comprova de imediato a sua viabilidade através de tecnologia virtual. "Nunca tinha trabalhado com um automóvel e já há algum tempo que desejava fazê-lo, por isso esta colaboração foi uma grande oportunidade para mim, numa ligação perfeita”, garante.

- O desafio de trabalhar com cimento: para Vhils, o desafio foi o de esculpir uma peça de grandes dimensões com este material complexo de moldar. "Gosto de usar materiais rústicos”, acrescenta. Foram utilizadas um total de 15 toneladas de cimento, fibra de vidro e silicone. Uma primeira escultura em ferro foi necessária para a construção do molde. As rodas, moldadas à parte, pesam cerca de 100 quilos cada.

- Um automóvel com efeito tridimensional: a parte dianteira da obra simula as linhas do Arona, ainda que na parte posterior "seja possível visualizar vários edifícios na horizontal que dão forma a um olho que põe em destaque e evidência a importância de ver. De longe, cria-se a sensação de que o carro está a deslocar-se, e a deixar uma esteira”, explica.

- Um fóssil com cem anos: é assim que Vhils gostava que fosse redescoberta esta versão tão especial do Arona dentro de um século. "Estou imensamente orgulhoso nesta peça, não apenas pela sua complexidade técnica, mas porque foi criada para que, efetivamente, se perpetue no tempo”, afirma. Para este artista, ‘Tangível’ será um testemunho da sociedade de hoje. "Não só quis eternizar as linhas de um automóvel, mas também ‘fossilizar’ a relação entre as cidades e os seus habitantes”, conclui Vhils, que não duvida em destacar o automóvel como o elemento fundamental neste vínculo.


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